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| Capa livro |
Quarta-feira, 2 de dezembro de 2009. Lançamento
do meu livro e minha despedida dia 17 de novembro de 2009 - noite inesquecível.
Meu agradecimento especial a Selma Soares, diretora do Cuca e Lígia Motta, diretora da Galeria Carlo Barbosa.
Noite de
lançamento:
Domadora de Câncer
Mariinha Belo Pina presidiu a
ARE-3 por três mandatos, e minha inesquecível amiga e colega do Grupo de
Fraternidade Auta de Souza, Aretuza à esquerda
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Seu João, grande amigo e a
escritora, poeta, pesquisadora e Secretária de Educação, Profa Lélia Fernandes, pessoas competentes e amigas.
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A direita Aline, amia de
minha filha Monalisa e sua mãe, Rosemeyre Portugal. Amei vcs terem ido me prestigiar.
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| Amigas inesquecíveis dos bons tempos da UEFS, Elieide e Jaqueline |
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| Amigos como é bom tê-los, ainda mais quando são poetas. Esse é Dr. Makus Vinnycius também compositor. |
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Grande amiga Enedith Bráz, fundadora da Escola João Paulo I - Escola de referencia na cidade.
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| eu, o pai e as meninas |
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Betania Kenodt, grande amiga
e guerreira, presidente da AAPC - Associação de Apoio a Pessoas com Cancer.
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| Doce de pessoa Selma Soares, Diretora do CUCA - Centro Universitário de Cultura e Artes |
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Grandes amigos Ligia Motta
diretora da Galeria Carlo Barbosa no Cuca e seu esposo o artista plástico,
referencia no Brasil, Gil Mário Meneses
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| Clique na imagem |
http://www.youtube.com/watch?v=PcjidjGIhms
Feira de Santana, 17 de novembro de 2009
Saudades...
Cidade querida as novidades
são boas, porém terei que deixá-la nesses dias para tratar de um câncer que
iniciou na mama e agora retornou na coluna. Metástase óssea. Metástase é quando
o câncer retorna em um local distante do primeiro e óssea não abrange todo o
meu esqueleto como muitos pensam apenas ele se localiza em uma determinada área
do osso. O que vou tratar localiza-se entre a C7 e T1, mais ou menos na altura
do pescoço, mas não se apavore. Escrevo levando em consideração todas as
hipóteses: de eu não mais voltar ou voltar no próximo ano, 2010, ou partir como
dizemos, dessa pra melhor. Sei que será impossível me despedir visitando todos,
então, me despeço de ti, que abrange a todos.
A primeira hipótese é
crucial, a mais severa, é a mais árdua. Não sei se serei eu novamente
pernambucana. Após dezoito anos na Bahia, sou baiana mesmo. Agora, se for
possível, serei uma baiana em Pernambuco, ou como sugere J. Hermes, uma
“pernambaiana”. Levei um tempinho para entender que teria de deixar tudo e
voltar pra Pernambuco. Arrumar as coisas pra levar, como se fosse a última
viagem. Não levar nem muito, nem pouco. Os livros é claro, os escritos e os
objetos pessoais. As meninas ficarão com Ubirajara, o pai delas, me separar das
duas, por dias, é a pior parte. Ah! mas, eu já vi esse filme antes. Em 1991
deixei um filho em Pernambuco e vim embora pra cá há exatamente dezoito anos.
Naquele ano na minha cidade, Serra Talhada, não cabia mais uma mulher separada.
As separadas se acotovelavam em um pequeno espaço escuro, apertado, com muitos
falares e dedos apontando e eu era a pior de todas porque além de ter sido o
pivô da separação eu queria o espaço só pra mim, então vim conquistar o meu
aqui na Bahia. Tive que deixar tudo para trás até o filho que nasceu do
primeiro casamento, Luiz Henrique que, ficou com meus pais e vim pra lutar por
meu espaço agora; volto pra lutar pela saúde. Pra quem não sabe Pernambuco é o
segundo pólo de medicina do país, sendo o primeiro São Paulo e o terceiro Belo
Horizonte. Com tanta luta já me vejo uma Helena Popó. Quando vim trouxe todos
os meus escritos que eram muito mais rabiscos que escritos, trouxe a idéia do
que eu queria fazer: eu queria escrever. Nunca me arrependi de ter vindo, foi
uma oportunidade que me foi apresentada por Deus e eu agarrei, confiei e venci.
Agora, mais uma vez, deixo tudo e volto confiante, mesmo porque levo meus
escritos que não são mais rabiscos, agora eles têm um referencial que é a UEFS.
Nossa! Como devo ao Estado da Bahia o grande favor de ter pago os meus estudos
durante os sete anos que explorei os professores e a instituição na busca por
meu espaço. Foi na UEFS que me formei, que construí o meu saber, a minha
profissão. Ensino as pessoas a construir um texto dentro de uma estrutura
exigida nos concursos e vestibulares, os alunos passam e sinto-me realizada.
Nunca, em vida alguma, eu vou esquecer dela porque foi lá também que eu passei
o maior sofrimento dessa existência, a maior decepção. Esse nome Nazaré Machado
jamais esquecerei. Claro que a perdoei de todo o meu ser, de todo o meu
coração, de toda a minha alma e se tiver a oportunidade de ajudá-la não
pensarei duas vezes. A dor ficou em mim por causa de uma pesquisa que ela não
aceitou por questões pessoais, mas eu sou insistente e venci. (A pesquisa sobre
a DEMOCRISOUVRE pode ser lida no endereço: http://escrevehelena.blogspot.com
o leitor acesse o link “Arte Literária” e dentro de uma pequena lista
localizará a Democrisouvre). E voltando a falar da UEFS, não vou esquecer de
você Nivaldo, diretor do Nueg que foi padrinho de algumas idéias minhas. Pessoa
simples igual a mim. Pessoas marcam nossas vidas, ajudam a construir nossa
história. Meus alunos têm uma importância sem tamanho porque aprendi
ensinando-os. Alguns marcaram sua passagem pelo curso, esses, levarei comigo
nos contatos do orkut. Ontem li um recado de Fabíola, ex-aluna me aconselhava a
deixar essa história de livro, de despedida e sair correndo começar o
tratamento. Talvez ela tenha razão. É tão difícil saber até que ponto temos
razão ou não. Poderia sair hoje daqui mas, tudo tem seu tempo talvez eu não
possa iniciar o tratamento amanhã, então vou perder a chance de publicar essa
cartinha e me despedir de todos. Ela pergunta: “pra que escrever? povo nem lê
Helena”. Mas ela não sabe que no mundo não cabe a minha necessidade de
escrever. Difícil dizer por que escrevo. Não importa se ninguém lê. Alguns
escritos meus ficam guardados em caixas, mas eu escrevo mesmo para ficar
guardado em caixas e gavetas. Há uma necessidade de escrever que as vezes não
se leva em conta os leitores, há uma necessidade, como a necessidade de beber
água, matar a sede, de viver, de amar. Há uma necessidade que clama por um
lápis, uma caneta e papel. Adoro a solidão porque nunca estou só. As letras
dominam os minutos e o tempo satisfatoriamente segue. Eu sou toda letras que
dão vidas e ofereço ao leitor ou à gaveta, não importa. É o orgasmo de
palavras, é o coito, o papel, a tinta, a mão, o texto. O texto é meu êxtase. Às
vezes estou no fogão preparando um cozido e as letras vêm me seduzir. Escuto o
sussurro das palavras que desenham frases nos meus olhos e eu sinto o cheiro
das frases que traduzem cenários. Ligo o computador, mas enquanto ele abre o
Word pego rapidamente uma caneta e um papel. Minha filha diz que o papel é seu
boletim escolar, mas é tarde, eu já escrevi no verso. Muito rápido. Engraçado é
que 95% dos meus amigos gostam de escrever. Tudo me inspira a escrever, um
anúncio no rádio, na TV, as pessoas na rua, um pensamento de súbito, uma pessoa
que chega outra que saí, um pássaro, uma flor, um banco de praça. Mas às vezes
eu me perco em mim e não tem saída. Então não penso em escrever, penso na minha
perdição, penso em alguém e começo a absorver seus pensamentos, sinto seus
pensamentos buscando os meus, os momentos que juntos vivemos mas, sinto que
eles estão quase que se apagando de tanto você pensar em mim e eu em você. É
momento de nos encontrarmos de novo. Mas estamos com os dias contados como um
câncer em estado terminal. Estarei condenada parece, a voltar aqui, a voltar a
ti. Tal como tu, condenado a leres-me, a leres-me sempre, num impulso
alcoviteiro e a uma distância sem remédio eu em Pernambuco e tu na Bahia.
Ficamos nos nossos sentidos ponto final do parágrafo. Meio dissimulada digo que
te esqueço e me apaixono por ti uma e outra vez, com a desmesura da saudade...
não quero pensar nesses momentos pra não perder as palavras nas mal traçadas
cartas que escrevo. Esses momentos são densos e penso noutros mais densos em
que se perderão as veias e as enfermeiras em conjunto tentarão inúmeras
furadas; choro o desconsolo de tudo, minha fase de heroína passou. Deixem-me
viver a minha dor, a dor de desarranjar o meu trabalho, a minha sala que
arrumei tão prazerosamente. Os objetos colocados um por um de acordo com as
necessidades de uma professora de redação, e que os coloco em caixas. Mas, viro
a mesa no mesmo instante e, me assimila dizer que sou dez mulheres, uma por
dentro da outra, e dez é mais difícil derrubar... Bastou uma idéia, uma
sentença, uma determinação: aquela químio amarelinha vai fazer teu cabelo cair
– as dez mulheres caíram todas, ficou apenas a Maysa que mora em mim com o seu,
"Meu mundo caiu". As mulheres foram voltando uma a uma, porque
acredito em algo além. Uma chegava e dizia: não podemos recuar, o remédio é ser
forte; outra dizia: essa vida é um ponto na imensidão das várias vidas vividas
por você querida Helena; a outra: estamos em tratamento e não devemos ter pena
de nós... e assim cada uma mulher que me compõe foi voltando e dizendo algo que
aprendemos juntas nesses anos de existência. A mais sábia delas que é inspirada
em Dejazet me disse assim: “Não é fácil ser espírita por um lado à pressão dos
opositores e da sociedade e por outro a luta terrível contra nossos maiores
inimigos: o amor próprio, o egoísmo, o orgulho e a vaidade”. Como vencer a você
mesma? O câncer é menos importante que seus cabelos? Então desisti de tudo e
disse a mim: vou assumir a peruca, o lencinho. É um bom exercício de humildade
pra meu espírito inflado pelo orgulho e pela vaidade. Que venha a quimio e
venha em abundância porque sou dez mulheres, uma dentro da outra. Cada dia mais
próxima da quimio, então, ontem, dia 20 de outubro de 2009, Dra. Lívia me disse
que eu não precisaria de quimio. Ela me disse, foi pra casa, almoçou, dormiu,
acordou e eu não consegui almoçar, nem dormir, quanto mais acordar. Agora eu
não sei mais o que pensar pois, a vida é tão surpreendentemente maravilhosa.
Dra. Lívia difere dos outros médicos porque ela é espírita e posso falar das
minhas verdades que são as dela também. Por exemplo: o passe, a água fluídica e
o avelós são meus tratamentos alternativos e é maravilhoso compartilhar isso
com ela. O AVELÓS é uma planta muito veloz, mais veloz do que o câncer pois, há
inúmeros relatos de pessoas que tiveram o tumor reduzido e até mesmo extinto
após fazer o uso da planta. Cultivo uma planta em um caqueiro em minha casa e
eu mesma preparo meu remédio. Sinto-me bem melhor. Antes havia poucas dores no
local do tumor e hoje elas estão contidas. O preparo é feito com seis gotas do
seu suco (látex) leitoso dissolvido em um litro de água e bebe-se meio copo de
200 ml, todos os dias em jejum. Pesquisadores americanos já se interessaram
pelo avelós e se descobriu nele propriedades contra o carcinoma maligno, como
complemento de outros procedimentos médicos. O avelós tem efeito sobre vários
tipos de câncer: próstata, uretra, bexiga, útero, intestino, esôfago, cordas
vocais, leucemia, mama, pele e pulmão, entre outros. É um poderoso analgésico,
cicatrizante e anti-hemorrágico. A descoberta do avelós aconteceu em 1980, em
uma sessão espírita, quando o Espírito de um médico que teria vivido em
Portugal, Dr. Lauro Neiva, no século passado, revelou os poderes terapêuticos
da planta. Com o seu uso, no mínimo, ele estaciona a doença e elimina as dores
nos casos irreversíveis. Visite: www.cancerhc.blogspot.com
Disse a Dra. Carla que estava fazendo o uso do avelós - é
a medica de minha mãe que vai cuidar de mim também, em Pernambuco - ela me
disse que o avelós ataca o fígado. Eu indaguei espantada, só o fígado? que
maravilha porque o tamoxifeno, a droga que as mulheres que tiveram câncer de
mama têm que usar durante cinco anos é uma bomba e destrói tudo. Uma amiga da
comunidade de câncer relatou que teve hiperplasia endometrial, com o útero
crescido com volume de 300cc, e já vinha com um leve sangramento. O tal
sangramento evoluiu para uma hemorragia, disse que ficou anêmica em 15 dias, e
por fim teve que fazer uma histerectomia, retirando útero, trompas e ovários. A
médica afirma que o problema foi causado mesmo pelo tamoxifeno. O tamoxifeno
causa espessamento do endométrio e outros problemas uterinos e no ovário.
Problemas na retina, secura nos olhos, vista embasada, trombose venosa
profunda. Se quiserem constatar a miséria visitem as comunidades de câncer e
acessem os tópicos com o nome Tamoxifeno. Se temos um remédio com alto grau de
toxidade que ataca somente o fígado, por que não usarmos desde já? Diz
um biólogo amigo meu que, o maior impasse é a indústria farmacêutica. O uso de
determinadas plantas como quimioterápicos iriam baratear e muito o custo do
tratamento oncológico. Porém grandes indústrias querem é lucro. A doença mais
grave chama-se PODER, o homem quer poder e o poder é representado pelo
dinheiro. Então, a esses remédios naturais sempre serão acrescentadas drogas
fortes no intuito de o paciente necessitar de novos tratamentos novas drogas e
assim sucessivamente. Isso é revoltante.
A planta é avelós (nome
científico Euphorbia tirucalli), típica das regiões norte e nordeste do país.
Sua ação medicinal já era mencionada na cultura popular, o que motivou a
indústria farmacêutica a analisar sua ação em células em cultura e em animais.
Os resultados foram bastante promissores. Ao que tudo indica, a substância age
nas células do câncer induzindo a apoptose, com isso a droga tem o potencial
para, se não fazer regredir, pelo menos conter ou reduzir o avanço da doença,
induzindo a apoptose de muitas das células do tumor. O câncer é um agrupamento
de células que se rebelou contra o corpo, multiplicando-se enlouquecidamente e
consumindo os recursos do organismo todo em prol de seu próprio crescimento.
Simples de descrever, dificílimo de tratar. In vitro, a droga funcionou contra
colônias de células de câncer de mama, melanoma e outros tipos de tumor. Há um
estudo para identificar a segurança em relação a toxicidade do medicamento.
Para entender melhor a
ação do avelós sob a apoptose é fundamental se relatar aqui porque eu tive
câncer: A apoptose é um mecanismo que elimina células pré cancerosas, células
cancerosas, células infectadas por vírus e todo tipo de células lesadas ou
alteradas. O excesso de antioxidante diminuí a geração de radicais livres e
provoca inibição da apoptose com a parada da eliminação das células malignas e
das células lesadas.
A população humana
apresenta grande diversidade genética e portanto é grande a variação dos seus
parâmetros bioquímicos e metabólicos. Desta forma, na população teremos do lado
esquerdo (10%) da curva de Gauss, pessoas com sistema endógeno de defesa
antioxidantes não muito eficaz (apresentam elevados níveis de radicais livres)
e do lado direito (10%) da curva, pessoas com sistema endógeno de defesa
antioxidantes muito eficaz (apresentam baixo nível de radicais livres). Entre
os dois extremos (80%) teremos as pessoas com níveis intermediários de eficácia
do sistema endógenos de defesa e também com níveis intermediários de geração de
radicais livres( Salganik – 2001). As pessoas com sistema endógeno de defesa
antioxidantes não muito eficaz estarão mais sujeitas a desenvolver câncer, via
lesão do DNA. O uso de antioxidantes diminuirá a incidência de câncer nestas
pessoas.
As pessoas com sistema
endógeno de defesa antioxidantes muito eficaz, apresentam baixos níveis de
radicais livres e são mais propensas ao câncer, por outro motivo: menor
eficácia de provocar apoptose das células transformadas (células pré cancerosas
e células cancerosas). O uso de antioxidantes nessas pessoas aumenta ainda mais
a incidência de câncer por abolir a apoptose.
Antes de eu saber que fazia
parte desse segundo grupo, adotei uma medida em janeiro deste ano de 2009,
todos os dias tomava um cálice duplo de vinho, muito azeite de oliva nas
refeições e à noite uma xícara e chá verde. Os três componentes antioxidantes
me protegeriam dos radicais livres então, veio a lesão cancerígena porque eu
estou no grupo da esquerda onde os antioxidantes são venenos e o avelós
trabalha justamente no sentido contrário, ele provoca a apoptose, a morte das
colônias de células malignas. (Obs.: tanto o vinho, o azeite de oliva e o chá
verde são excelentes mas não especificamente pra mim). Essa foi a segunda vez
que eu tive câncer, a primeira foi por causa do leite de soja. Haja vista que
eu falei com a ginecologista com a qual me tratava que queria iniciar uma
reposição hormonal natural com leite de soja, eu tinha 38 anos. Não sei onde
ela se formou mas, sei que ela foi um caos na minha vida. Ela concordou e
depois de consumir leite de soja por um ano apareceu um nódulo no meu seio, era
câncer e ela não investigou segundo lá os seus estudos, disse que era gordura
que o corpo absorveria. (OBS.: o leite de soja é um alimento rico em proteínas
e deve ser consumido sim). Fiz uma consulta com o médico naturalista Fernamdo
Hoisel e disse a ele que tive câncer depois de tomar o leite de soja durante um
ano, sim ele concordou. Indicou-me o livro: “O leite que ofende as
mulheres”, de Raphael Nogier. Ed. Ícone. Hoje em dia cada
vez mais as pessoas buscam a internet como ferramenta de apoio e de
conhecimento para obter informação atualizada e de qualidade em sites
confiáveis sobre o mal que os aflige. Nessa busca constatei que a médica não
sabia que o hormônio entra em choque com outro hormônio e o resultado é um
desastre. Estudo realizado na Grã-Bretanha descobriu que a terapia de
reposição hormonal (TRH) aumenta significativamente o risco de câncer de ovário
e mama. Não sei que tipo de compromisso essa médica tinha com seus estudos. Ela
atende em Feira de Santana. No ano seguinte o caroço
crescia foi então que ela teve a idéia de me encaminhar a um mastologista pra
investigar e era câncer. Eu juntei todas as provas (é importante guardar tudo,
consultas, exames, relatórios), fizemos uma representação ao CRM Federal em
Brasília porque aqui não tem recursos quando envolve perícia médica. Por outro
lado busco entender um pouco de leis. Também pedi oficialmente a instauração de
um inquérito policial. Eu posso conviver com o câncer mas, com a omissão não.
Há pessoas que condenam minhas atitudes, o certo seria me calar. Eu entendo.
Também já fui medíocre. Passamos por várias fases ao longo da vida. Se
quisermos um Brasil melhor teremos que fazê-lo em atitudes positivas e
inteligentes. Procurem ficar informadas quanto mais formos informadas mais
faremos do Brasil um país melhor pra nossos filhos e netos. Precisamos mover
ações, precisamos conhecer nossos direitos. Conheço uma mulher de garra, força
e coragem é minha amiga Betânia Knoedt presidente da AAPC (Associação de
Pessoas com Câncer). No quesito de mover ações Betânia vai realizar dois
projetos meus: o primeiro deles é conscientizar através da secretaria de saúde,
os enfermeiros e técnicos que afere pressão e que fazem exames de sangue a
perguntar se a paciente teve câncer de mama e qual mama, esquerda ou direita,
naturalmente aquele lado não pode ser usado. O segundo é a TV ambiente que nas
clínicas deveria exibir vídeos elucidativos, por exemplo, num consultório oncológico
a TV deveria exibir vídeos de como proteger o braço do linfedema, de como tirar
proveito de sucos e outros alimento em seu beneficio, hábitos de higiene etc.
Se fosse assim as doenças seriam bem menos, mas os médicos e as clínicas só
funcionam se nós adoecermos não é mesmo? Então o interesse em esclarecer para
prevenir é incompatível. A medicina não trabalha com a prevenção e sim com a
possível cura. Esse é o quesito de mover ações o outro e o de conhecer nossos
direitos, se no primeiro estamos débeis no segundo estamos pior. Por exemplo,
um grave problema é a letra ilegível do médico, tanto nas receitas quanto
no prontuário, que acaba até colocando em risco a vida do paciente (medicação e
procedimentos lidos erroneamente). De acordo com Código de Direito do
Consumidor é direito do consumidor receber por escrito do médico (de forma
legível, de preferência datilografado ou impresso via microcomputador), o
relato do diagnóstico feito bem como quais serão as condutas médicas a serem
adotadas, com a descrição das etapas da doença pelas quais o paciente irá
passar, os tratamentos que serão empreendidos, os riscos envolvidos etc..
Precisamos saber dos nossos direitos. O Projeto de lei nº 16.725/2007 da
Assembléia legislativa do Estado da Bahia resolve: Art. 1º. Torna obrigatória a
expedição de receitas médicas e odontológicas, guias de encaminhamentos de
pacientes e prontuários médicos em letra de imprensa (forma), digitadas,
datilografadas ou manuscritas, emitidos pelos médicos e dentistas de
consultórios particulares e da rede pública estadual de saúde, no âmbito do
Estado da Bahia. As pessoas têm receio de falar com o médico sobre isso então
vai uma dica: quando ele escrever o seu remédio diga que vai passar na recepção
e pedir pra o funcionário digitar e depois trazer par ele carimbar e assinar.
Pronto, o médico saberá que você sabe da lei, não tem o que dizer a não ser
concordar. Os médicos, a maioria, como o governo precisa do paciente bem
alienado para que ele possa manipular fortalecer seu negócio através de
manobras, e o paciente envolvido com a possibilidade do restabelecimento da sua
saúde, é vitima duas vezes. Esses médicos não são menos doentes do que os
pacientes.
Temos direito a horário
marcado. Não tem sentido marcar uma consulta para certa hora e só atender o
cliente duas, três horas depois. Marcar hora para quê? O atraso no atendimento
de maneira injustificada, viola direito do consumidor que, se tiver algum
prejuízo por conta disso pode cobrar do médico. De acordo com o Procon, o
Código de Direito do Consumidor não trata do tempo de espera em consultórios,
porém o cliente que se sentir lesado de alguma forma deve procurar o órgão para
fazer reclamação. “É importante que, mesmo que não haja uma lei específica, o
consumidor provoque o Procon quanto ao assunto para que este busque no governo
competente uma resposta e até mesmo a construção de uma legislação própria”,
assim eles orientam. Não adianta reclamar com funcionário, tome uma medida
inteligente, redija um documento e dê entrada no Procon. Se informe, aja. A sua
queixa ira somar com a minha que já encaminhei, então serão duas, depois dez,
depois cem e assim conseguiremos um atendimento de qualidade em todo o Brasil.
Ainda de acordo com o Conselho, a Resolução Nº 01/2005, única no país, padroniza
o número de consultas na rede pública e serve de parâmetro para a rede
particular. “Para consultas ambulatoriais, o limite é de até 14 pacientes
atendidos por médico, em quatro horas de jornada de trabalho. No atendimento
prestado em setores de urgência e emergência, o limite é de até 36 pacientes,
por médico, em 12 horas de trabalho”, explica. “O médico deve resguardar os
direitos e a saúde do paciente”, lembra.
È importante conhecer
as leis, a Constituição Federal de 1988, a Declaração Universal dos Direitos
Humanos, o Código de Ética Médica, o Estatuto da Criança e do Adolescente, o
Código de Defesa do Consumidor as leis federais e estaduais e as portarias do
Ministério da Saúde, Responsabilidade do Servidor Público. Eis o resumo, fora
disso seremos peças de um jogo. A internet dispõe de tudo isso mas, ela também
pode ser uma poderosa arma de alienação, depende do grau de adiantamento e
inteligência de cada um, esse grau oscila entre bate-papo e pesquisas. Nós
temos vários direitos que não são divulgados, pois não vale a pena para os
governantes. Preferem que sejamos ignorantes. Os legisladores fazem as leis,
mas o povo não sabe de seus direitos. E chamam isso de democracia!!!!!!! O povo
tem 70% de culpa da alienação e do descaso em que vivemos imersos. Quem troca
um pagode por uma leitura de um texto sobre os Direitos Humanos ou da
Constituição da República Federativa do Brasil? Quase ninguém sabe que do
Artigo 196 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, que diz:
“a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo mediante políticas
sociais e econômicas que visem à redução de risco de doença e de outros agravos
e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção,
proteção e recuperação”, basta isso mas, as pessoas ainda se lastimam do preço
das consultas e dos remédios e exames. Cada povo tem o governo que merece. Vão
ao pagode.
As pessoas escrevem nos
comentários do meu blog solicitando orientações porque não sabem dos seus
direitos. Buscam alguém pra depois buscarem o tratamento. Perdem tempo. Veja
essa: Helena estou tentando desde dezembro
uma liberação de mapeamento genético para minha filha de 27 anos que foi
diagnosticada com CA de mama em agosto do ano passado 2008. Ela fez mastectomia
radical, quimio e começou o processo de reconstrução. Registrei queixa na ANS,
sobre a negativa do convênio (CASSI, do Banco do Brasil), mas até agora não
obtive resposta alguma. Como faço para acelerar tudo isso? Podes ajudar-me?
Obrigada. Eu respondi: sim, posso te ajudar, primeiro tire cópia
dos três últimos pagamentos do boleto do plano e de comprovante de endereço e
RG e CPF e também todos os exames e laudo que comprove que ela está doente.
Peça ao médico um relatório minucioso enfatizando a urgência e a necessidade do
exame (digitado ou datilografado), dirija-se ao juizado civil e diga que seu
caso é de saúde, e de câncer, é de urgência que esta sendo negado pelo plano e
assim você terá prioridade. Sua queixa vai ser registrada e vai ser
transformada em processo e no mesmo dia, questão de horas, ligeirinho o plano
de saúde receberá das mãos de um oficial de justiça a ordem pra fazer o que tem
de ser feito. Pelo menos aqui no Estado da Bahia, em Salvador é assim. Miralda
querida me mantenha infirmada do resultado. Boa sorte.
Fico indignada com tanta
coisa. Eu me indigno com a hora da morte dos pobres que chega tão rapidinho,
falta médicos, falta materiais hospitalares, falta tudo. Pior que a dor do
câncer é a dor do descaso e a do câncer juntos no mesmo leito mas aí, vem a
morte e os salva dessa insalubre vida. Pobre não pode nem pensar senão
enlouquece, pois a ganância dos políticos é desordenada. Nós mulheres devemos
saber que temos capacidade de pensar sozinha e não pela cabeça dos homens.
Olhemos para trás e percebamos que todo o tempo à política esteve nas mãos dos
homens e eles deram provas de que são péssimos administradores, e que agora
chegou a vez de nós mulheres elegermos uma de nós pra acabar com essa falta de
vergonha em que está mergulhada a política do nosso país. Chegou a vez de
tentar apostar em nós, já que administramos tão bem nosso orkut, nosso MSN,
nossa casa, nosso trabalho enfim. Vamos pensar em Marina Silva para presidente.
A Dilma Rousseff perdeu meu voto quando foi acometido por Linfoma, um tumor
cancerígeno em abril deste ano. O Linfoma mata mais que 3 mil pessoas por ano,
o que corresponde a uma média de 8 pessoas por dia. Só quem sofre com a doença
sabe que o SUS não possui tratamento adequado para o Linfoma e que a lista de
medicamentos para esse tipo de câncer não é atualizada há mais de 10 anos pelo
governo. Além disso, muitos médicos da rede pública desconhecem como
diagnosticar e tratar os pacientes, o que diminui substancialmente as chances
de descobrir a doença a tempo de curá-la. Em poucas palavras, quem não tem
dinheiro para arcar com um tratamento em hospital particular como, felizmente,
está fazendo a Ministra Dilma, acaba por não ter acesso aos medicamentos mais
modernos - como o Mabthera - que, combinados com a quimioterapia garantem
índices muito maiores de recuperação. Quando diagnosticado a tempo e tratado
com os medicamentos certos, o paciente com Linfoma tem 95% de chance de cura.
Um frasco do Mabthera custa 8 mil reais e o SUS não libera. Dilma se
inteligente fosse mudaria essa história triste fazendo alguma
coisa, por menor que fosse seria muito em beneficio dos acometidos pelo
linfoma, aos hospitais públicos estendendo aos pacientes mais pobres o acesso
ao tratamento e ao medicamento. Lutasse para que o Mabthera entrasse na lista
do SUS. Para isso os pacientes trabalham como formiguinha tentando recolher
assinatura pra depois levar até o governador e espera mais 10 anos pela
liberação pelo SUS. Dilma teria força pra mudar essa história mas, disse em
reportagem se enaltecendo, que o remédio que uma pessoa leva seis meses
esperando, ela consegui no dia seguinte. Imagine se quero uma “mulher pedra” na
presidência do meu país. Interessante é que o governo é delator dele mesmo. O
Jornal do Senado (que é gratuito e recebo toda semana), na edição 24 a 30 de
agosto de 2009, exibe uma reportagem que diz: “Dez mil crianças e adolescentes
acima de 4 anos morrem de câncer anualmente no Brasil, número que poderia ser
bem menos se o governo ampliasse os recursos destinados à compra de medicamentos
e a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberasse o uso de novas
drogas”. Dilma e José de Alencar deveriam se tratar pelo SUS. Algumas pessoas
num ufanismo exagerado dão destaque ao vice-presidente que está com câncer.
José Alencar não é destaque de nada muito menos da luta contra o câncer como
querem algumas pessoas. Quando eu, Helena Conserva descobri que estava com
câncer não fui logo tratada tive que respeitar a agenda médica, havia pessoas
na minha frente, tive que aguardar vaga pra realizar os exames que mesmo
particular temos que aguardar. Imagine que tenho um dos melhores planos de
saúde do Brasil (CASSI), e que meu pai pode pagar os exames particulares e que
eu sei dos meus direitos enquanto consumidora e paciente, apesar de tudo isso
tive que aguardar. Fico pensando naqueles que dependem do SUS e têm medo até de
falar com o doutor. Que quando o remédio vem chegar já não suportam mais as
dores e morrem como indigentes. Esses que são mal tratados, renegados passam
sede, fome e frio. Quem vence o câncer vence a desumanizarão das pessoas que
trabalham nas clínicas, o descaso dos médicos e a imprudência do sistema. José
Alencar diz em uma entrevista que a sua luta completou 10 anos. Imaginem. Dez
anos. Um brasileiro comum não luta nem dois. A luta dele é contra o câncer
apenas e é uma luta digna porque ele sim é digno de ser brasileiro porque é
político, tem imunidade parlamentar, então nada pode destruí-lo, até mesmo o
câncer há uma década e não consegue destruí-lo. Nessa entrevista a repórter
pergunta a ele qual a receita pra tanta fortaleza (mais ou menos assim), e ele
responde: é a fé em Deus. Ele deveria ter respondido assim: é que eu luto
somente contra o câncer, graças a Deus sou político e tenho um tratamento de
primeira. Minhas viagens e todo o tratamento são realizados em tempo hábil e a
quimioterapia faço em minha casa. Tudo o que há no exterior pra tratar o câncer
está ao meu alcance graças a Deus. Nunca peguei uma fila, não sei nem o que é
isso. Também nem poderia, já pensou eu sentado aguardando pra fazer a sessão de
quimio, quanta gente a me pedir remédio, clemência pro pai que ta com câncer,
internamento pro filhinho com leucemia. Deus me livre. Então minha filha sou um
homem de FÈ.
Assisti
a uma entrevista de Glória Perez ao Fantástico ontem. Ela foi acometida por um
câncer no sistema linfático mas, enfim alguém fala de câncer com razão,
deixando a alienação da fé de lado. Enfim alguém pensa. Para a reportagem ter
sido perfeita só necessitava a repórter ter usado o termo adequado, ter feito a
colocação certa. A repórter se pronunciou assim: “a Glória foi vítima de um
linfoma”. Estou falando a palavra vítima, nós somos acometidos por tal doença,
esse é o termo correto ‘acometido’ e não vítima. E quando a repórter perguntou sobre
onde ela busca força, a resposta foi maravilhosa: “A força vem da consciência e
a responsabilidade de cuidar da doença, de enfrentá-la e saber que somos
capazes’. Então tive o maior prazer em ouvir essa definição longe da irracional
fé. Alguns ainda dizem: tenha fé, muita fé que você vai ficar boa eu digo,
nossa! E precisa tanta fé assim? No Evangelho diz que precisa de bem pouquinha
assim, como um grão de mostarda, é o suficiente pra transportar montanhas. Mas,
elas reforçam que basta ter fé e muita. Esse é um discurso alienado. A fé cega
representa perigo, aquela que acredita sem compreender, sem questionar, pois
ela é a gênese do fanatismo religioso que causou e causa tanto mal para a
humanidade, e que deve ser combatida com serenidade e racionalidade. Voltando
ao ensinamento bíblico, as montanhas que serão transportadas são um simbolismo
dos nossos problemas e dificuldades. Jesus deixa claro o poder deste sentimento
tão falado e tão pouco compreendido e praticado, pois ele esclarece que nada
nos será impossível se soubermos usar esta poderosa força espiritual. As
pessoas são descrentes nos momentos difíceis, uma pequena dose de fé faria
maravilhas. Existe muita teoria em torno da fé, até os espíritas fraquejam,
todos dizem, tenho fé mas, na hora da prova de fé, sucumbem. Isso faz não nos
esquecer a celebre frase de Karl Marx, a fé é o ópio do povo.
A fé é razão. A fé racional
busca o discernimento, o entendimento através de leituras pra enfrentar o
adoecer e juntos crescer, neste caso a Fé é sinal evidente de progresso. A Fé
raciocinada deixa de possuir conotação de algo obtido por uma graça. A Saúde é
direito de todos e dever do Estado (Constituição Federal – art. 196), se eu
estou ciente disso eu tenho fé que vou conseguir qualquer exame ou remédio. Se
por acaso vier a precisar do Mabthera vou ao juizado civil e depois de um
processo rapidinho o meu medicamento é liberado em 12 horas. Aqui na Bahia no
juizado do consumidor de Brotas, no Civil da Universo e no da Católica da
Federação consegui em menos de 12 horas e não conheço ninguém que me
apadrinhasse nem precisei chorar nem gritar, apenas escrevi a verdade e provei
com relatório médico e vim embora, ao chegar em casa a liberação chegou em
seguida. Essa é a minha luta, com dignidade e fé que vou conseguir porque
conheço meus direitos. Abaixo uma lista de livros que li pra o leitor ficar bem
informada e o site de minha amiga Denildes Palhano, ela é advogada e qualquer
dúvida sobre direito basta perguntar que ela responde rapidinho: www.cancereagora.com
Câncer e agora? - Denildes Palhano
Câncer Direito e Cidadania - Antonieta Barbosa
O
câncer como ponto de mutação - lawrence lesshan
Histórias que curam - Rachel Naomi Remen
O Paciente como ser humano - Rachel Naomi Remen
Amor, medicina e milagres - Bernie S. Siegel
O Amor é o caminho - Maria Julia Paes Da Silva
Biologia da esperança - Ana Lucia Salgado
Boas Misturas - Morgana Masetti
Brigando pela vida - Lawrence Lesshan
Caminho Ancestral - Gioia Panazzo
Câncer tem cura; - Frei Romano Zago
Cancerologia em linguagem para leigos - Cezar Augusto Rodrigues
Cartas de um sobrevivente - O. Carl Simonton E Reid Henson
Com a vida de novo - O. Carl Simonton/Stephanie Matthews
Conversando com a doença - Albert Kreinheder
Psicossomática e a psicologia Da Dor - Valdemar Augusto Angerami
Psique do corpo - Denise Gimenez Ramos
Uma questão de equilíbrio - Rafael Koff Acordi
Linguagem do corpo - Cristina Cairo
A Família e a cura - Stephanie Atthews-Simonton
Paz, amor e cura - Bernie Siegel
Por um fio - Drauzio Varella
Viva e deixe viver (histórias de quem conta histórias) - Maria Helena Gouveia
Soluções de palhaços - Morgana Masetti
Vivendo durante um câncer - Marie-Paule Dousset
O livro tibetano do viver e do morrer - Sogyal Rinpoche
Sobre a morte e o morrer - Elisabeth Kubler-Ross
A história de uma folha - Buscaglia
Coragem para amar - Maria Helena Matarazzo
Câncer, direito e cidadania - Antonieta Barbosa
De volta à vida - Lance Armstrong
Histórias que curam - Rachel Naomi Remen
O Paciente como ser humano - Rachel Naomi Remen
Amor, medicina e milagres - Bernie S. Siegel
O Amor é o caminho - Maria Julia Paes Da Silva
Biologia da esperança - Ana Lucia Salgado
Boas Misturas - Morgana Masetti
Brigando pela vida - Lawrence Lesshan
Caminho Ancestral - Gioia Panazzo
Câncer tem cura; - Frei Romano Zago
Cancerologia em linguagem para leigos - Cezar Augusto Rodrigues
Cartas de um sobrevivente - O. Carl Simonton E Reid Henson
Com a vida de novo - O. Carl Simonton/Stephanie Matthews
Conversando com a doença - Albert Kreinheder
Psicossomática e a psicologia Da Dor - Valdemar Augusto Angerami
Psique do corpo - Denise Gimenez Ramos
Uma questão de equilíbrio - Rafael Koff Acordi
Linguagem do corpo - Cristina Cairo
A Família e a cura - Stephanie Atthews-Simonton
Paz, amor e cura - Bernie Siegel
Por um fio - Drauzio Varella
Viva e deixe viver (histórias de quem conta histórias) - Maria Helena Gouveia
Soluções de palhaços - Morgana Masetti
Vivendo durante um câncer - Marie-Paule Dousset
O livro tibetano do viver e do morrer - Sogyal Rinpoche
Sobre a morte e o morrer - Elisabeth Kubler-Ross
A história de uma folha - Buscaglia
Coragem para amar - Maria Helena Matarazzo
Câncer, direito e cidadania - Antonieta Barbosa
De volta à vida - Lance Armstrong
As
estações da vida – Padre Fábio de Melo
Mulheres
de Cabul – Harriet Logan
Força
na Piruca - Tragédias e Comédias de um Câncer – Mirela Janotti
Toda a obra de Elisabeth Kubler-Ross
A omissão é crime. A audácia
de muitos faz com que o mal se prolifera na Terra e o responsável direto são
duas espécies de pessoas: uma que diz que não tem nada a ver com isso e entrega
a Deus;, não quer dores de cabeça e a outra que faz parte do grupo dos
bonzinhos. As pessoas ávidas por vingança dizem que, entregam a Deus num ato de
resignação, de sofrimento, de bondade e misericórdia, se colocam na posição de
vitima e esperam que Deus se vingue por elas. Como são bobas essas pessoas que
passam da condição de vítima para criminosa sem perceber. O bonzinho é o
exemplo de uma conhecida que depois de lê um desabafo que fiz no blog veio aos
conselhos, disse-me com o sobreolho franzido “que eu tivesse medo do mundo
porque ele dá, nega e tira”. Aconselhou-me cuidar da minha saúde e deixar esse
ou aquele médico em paz. Eu com azedume a fervilhar dentro de mim e uma vontade
louca de agarrar a cara dela com as mãos e fixar seu olhar e gritar: não fale
mal do mundo porque ele tem a sua hipocrisia. Não gritei, me detive e pra não
deixar esse grito morrer na minha garganta preciso pelo menos, registrar aqui.
O câncer não pode me deter, imagine se vou me converter à meia dúzia de
palavras sem nexo e a um sobreolho franzido. Fiz apenas uma cara de desagrado,
ela me olhou surpresa, as feições espantadas, o maxilar rígido e desconfiada.
Tive vontade de rir nessa hora mas, me detive e conclui em tom de catedrática e
exegética: eu tenho histórias para contar, teses para defender e pontos de
vista para demonstrar, eu intuo mais do que vejo e penso mais do que farejo e
parei por essas palavras. Não vale a pena gastar o meu português. Na manhã
seguinte, ao conferir minha caixa de e-mail veja o que ela me enviou: “A doença
se manifesta no corpo físico por causa de conflitos interiores que antes de
serem somatizados no corpo físico, estão presentes no nosso emocional, como
depressões, medos, inseguranças, angústias. Acidentes: São causados por raiva dos outros ou de
si mesmo, sentimentos de carência, desesperança e desejo de atenção. Aids: Raiva de si mesmo, culpa
sexual, vergonha, baixa auto-estima, sentimentos de isolamento e solidão. Alergias: Irritações consigo
mesmo, ou com outras pessoas ou com a vida, a maioria das alergias são causadas
por traumas antigos. Câncer: Raiva
reprimida por si mesmo, ou dos outros, falta de ajuda, irritação, desistência
da vida, vontade de morrer. E por ai vai, a lista é de umas 30 doenças e suas
causas. Fiquei pensando como é difícil meu Deus vencer o câncer. Busquei o
Código de Defesa do Consumidor pra vê se poderia processar essa tal “mestra”
por ferir a minha capacidade de raciocinar: nada a meu favor. Não vou comentar
a atitude dela porque não vale a pena mas, por essas e outras atitudes de
pessoas para comigo percebo claramente como a doença é ainda cercada por mitos,
tabus, crendices oriundos da cultura popular a maioria acredita que o câncer é
causado pelo estresse, que são mães que não amamentam, que é a alimentação
enfim. Eu nunca fui estressada, sou elétrica como dizem meus amigos, sou
esparafatosa, sou alegre e extrovertida. Não guardo rancor, afinal estudo uma
Doutrina que ensina a respeitar o próximo e a não vibrar no ódio mas, longe de
ser alienada, as questões sociais ou as injustiças se assim fosse esses
escritos não existiriam porque eu certamente não teria o que contar. Conheço
pessoas aqui mesmo no conjunto onde moro que são revoltadas, de mal com a vida,
emburradas e infelizes e nem por isso foram acometidas pelo câncer. Tenho 3
filhos e amamentei os três no seio de 3 a 4 meses. Cerca de 26% dos casos de
câncer no Brasil poderiam ser evitados com a simples adoção de hábitos de vida
mais saudáveis, revela um estudo internacional do Fundo Mundial de Pesquisa do
Câncer (WCRF, na sigla em inglês). Medidas simples, como reduzir a ingestão de
alimentos gordurosos e de álcool. Limitar o consumo de carne vermelha e comer
pelo menos cinco porções de frutas e vegetais por dia são outras precauções
desejáveis, assim como praticar 30 minutos diários de atividades físicas,
trocar a farinha refinada branca pela integral. Sempre malhei, sempre tive
cuidado com a minha alimentação, nunca comi carne de porco, nem outras carnes
pesadas, nem mal passada. Nunca gostei de conserva apesar de ser Conserva.
Apresuntado nunca comi, salame, calabresa e por aí vai. Algumas pessoas
acreditam que eu tive câncer porque minha mãe teve mas, a especialista Maria
Elisabeth Mesquita, mastologista do Hospital das Clínicas, em São Paulo
esclarece que desenvolver ou não um câncer de mama não depende da
hereditariedade: apenas 8% das pacientes têm, de fato, outros casos na família
e que não há estudos que comprovem que o estresse causa câncer e que o câncer
não está associado a uma causa única, sempre existem inúmeras razões possíveis
e que podem ser combinadas das mais diferentes formas. A cultura popular diz
que o câncer tem raízes psicológicas, em geral ligadas à
repressão de sentimentos, e o de que a manifestação da doença é uma espécie de
punição. A crença de que a doença é uma forma de punição, no entanto, está
muito enraizada na história cultural da humanidade. É possível encontrar esse
conceito já em poemas da Antiguidade grega, como a Odisséia, a narração
de Homero escrita quase 900 anos antes da era cristã. O próprio cristianismo
cuidou de reforçar a idéia de que certas atitudes mentais produzem doenças
graves. Na nossa cultura a doença está ligada a punição, castigo, então
vamos imaginar pra doença da matéria um Deus também material. A imagem de um
Deus que pune e se vinga. Então entra a parte religiosa e diz que é raiva
reprimida, que é a não aceitação e si, é castigo porque a pessoa se distanciou
do próximo, da caridade etc. Isso pra alguém comum até que entendo mas, pra um
espírita que interpreta os acontecimentos com as lentes da reencarnação, é
inadmissível pensar assim, e Chico Xavier? Que foi acometido por tantas
doenças. Ele dizia que “de dez em dez anos Deus o presenteava com uma nova
doença”. Vai ser difícil nos desvencilharmos desse processo de culpa. As terapias de apoio contemporâneas procuram desfazer esse tipo de
associação. Considero-me uma domadora de câncer porque ele trabalha em meu beneficio
e só eu sei como, mas, meu corpo não está preparado para conviver com as
células em mutação por isso terei de matá-las, seria o caso de me desculpar.
Não preciso de sofrimento pra dá valor à vida, não preciso sofrer pra me tornar
melhor, eu sou melhor a cada dia, com meus erros e acertos e tenho tanto zelo
pela vida que não temo a morte. As doenças reais e básicas no homem são certos
defeitos como o orgulho, a crueldade, o ódio, o egoísmo, a ignorância, a
instabilidade e a ambição, tais defeitos é que constituem a verdadeira doença,
e a continuidade desses defeitos, se persistirmos neles, é o que ocasiona no
corpo os efeitos prejudiciais que conhecemos como as deformidades do corpo
físico e as enfermidades. Talvez possa me deter nessa verdade pra explicar meu
inexplicável contentamento em relação a ter um câncer. Quando encontro pessoas
conhecidas no centro da cidade ou os moradores aqui no conjunto Morada das
Árvores, ou até no Centro Espírita e me perguntam como estou, respondo que
estou ótima, então me olham com espanto porque o comum seria estar destroçada,
perturbada pela ameaça de morte, com uma montanha de problemas para resolver.
Alguns querem me tocar, abraçar, outros choram, todos dizem que estão orando, e
concordam que eu estou mesmo ótima. A minha firmeza amedronta alguns, sorrio da
situação. O câncer destroça qualquer um, a mim não. Sem estudo não chegamos a
compreender a Doutrina do desprendimento, só o materialista é escravo do corpo
físico e há muitos anos que estudo uma Doutrina perfeita em todos os sentidos,
que ensina a se desprender do corpo físico, que ensina a morrer. O materialismo
nos dificulta o caminho. De nada valeria o tempo empenhado em leitura e o
dinheiro empregado na compra de livros se na hora crucial da minha existência eu
falhasse com medo da morte. Que ela venha hoje, de madrugada, amanhã de manhã,
à tardinha, de câncer, de aneurisma, de infarto, etc. Alguns dizem: suas filhas
dependem de você, digo: não, não são minhas filhas, apenas nasceram de mim e
são espíritos que conseguirão se desenvolver sem mim porque são suficientemente
velhos para isso. Quando eu estava grávida de dois meses de Scheila, meu corpo
empolou e fui Pra Dr. Getúlio irmão de Terezinha, (ambos espíritas) ele disse
que provavelmente fosse rubéola e que deveria fazer exame que deu positivo, nós
três, eu ele e Bira, fizemos uma prece naquele instante de mãos dadas
agradecendo a Deus por ter confiado em nós. E não nos importamos com nada.
Esquecemos o fato. O tempo passou e na ânsia de comprar o enxoval nos
esquecemos do problema e aos nove meses nasceu uma menininha perfeita e a gente
nem lembrava da rubéola, depois lembramos quando ela já tinhas uns cinco anos.
No caso de ter uma filha deficiente teria muito medo de morrer. O medo de
morrer é compromisso assumido e não realizado, é medo do acerto de contas. Como
se dizer espírita e na hora do teste falhar? Como se dizer espírita e não usar
as lentes da reencarnação interpretando os fatos a luz do materialismo?
Espero a morte com alegria
mas, meu inconsciente está consciente de que o presente nada mais é do que uma
movimentação em prol de um trabalho, algo assim. Hoje abri o livro de Luiz
Sérgio, Cascata de Luz e me deparei com os seguintes ensinamentos: “Cada um
recebeu o seu talento; se os deixar enterrados, virão às depressões, as
doenças. Não porque alguém nos castigue, é que cada um recebeu em seu corpo
físico muitos fluidos que tem de manipular em favor do próximo. O equilíbrio de
quem possui uma tarefa depende de sua maneira de viver, e deve conquistar a
mansidão, a humildade, a caridade, o amor, do contrário sofrerá o ranger dos
dentes, que quer dizer o remorso das oportunidades perdidas”. Me reporto a
Questão 913 do Livro dos Espíritos e agradeço a Jesus pelo câncer. Essa
passagem veio confirmar do que meu inconsciente ta consciente. Acredito que
depois de todo aprendizado da doutrina e benefícios inúmeros no Centro Espírita
Jesus de Nazaré, eu precise voltar à minha terrinha, seca, humilde, esturricada
e fazer um trabalho social que espera alguém e esse alguém pode ser eu. Por
isso que penso em não mais voltar mas, de repente posso estar enganada, apenas
me trato e retorno meses depois. A mensagem de Luiz Sérgio mexeu comigo e
aproveitando, no rodapé desse mesmo livro, encontrei uns escritos de caneta datado
de 2005, escrevi: “cinco coisas pra fazer antes de morrer: ler toda a obra de
Luiz Sérgio, toda a obra de André Luiz, fundar um grupo de fraternidade,
visitar as obras de Aleijadinho em Congonhas com minha mãe, e por último
escrever, escrever e escrever. Adoro a minha história de vida. Ela tem
justamente os ingredientes que almejei a vida toda que foi escrever e Deus
ainda me deu algumas outras coisas para tornar a minha vida muito mais feliz.
Eu sempre quis ser escritora e é isso que sou. Quando eu era pequena dizem que
eu falava que iria fundar uma cidade, lembro que escrevia poesias e pedia a meu
pai pra publicar. São tantos escritos que fundei uma cidade de palavras. Só
Feira de Santana pra me dá essa oportunidade porque minha cidadezinha esturricada
não tinha condições. Mesmo com meu sotaque carregado e ingenuidade dos 24 anos
o feirense acreditou que eu poderia escrever algo razoável e foi abrindo-me as
porta e eu fui entrando. O primeiro livro “Marchas Recíprocas” em 1988 foi
Ubirajara que patrocinou e seu Valter Livramento fez a festa de lançamento no
Monte Pio dos Artistas Feirenses. Sobre o título desse livro, eu era uma garota
quando no estado entre o sono e a vigília vi um homem me dizer que meu primeiro
livro seria “Marchas Recíprocas” e quando eu estava escrevendo lembrei do sonho
e o título se encaixava direitinho no livro. O segundo foi “Paraíso com nome de
Feira” eu e Seu Joaquim Gouveia. O terceiro, o quarto, o quinto e o sexto foram
livretes iguais a esses e teve a UEFS como apoiadora, foram eles: “Serra
Talhada numa perspectiva histórica”, “Lampião dançava, cantava, compunha e foi
poeta”, “Vida social e genealógica dos povoadores do Distrito de Mátria
Quiteria”, “A vida de Alberto Alves Boaventura”. O sétimo, “A cidade e seus
sentidos” também foi na UEFS que encontrei apoio. Fui convidada a participar de
algumas antologias e coletâneas como: “Selecta de poesias” organizado por
Giovanni Sá, da Academia de Letras de Serra Talhada, “Memorial poético de Feira
de Santana”, organizado Por Lélia Vitor da Academia de Letras e Artes de Feira
de Santana, “Artes Plásticas e Literatura em Feira de Santana”, organizado por
Gil Mário Meneses e dois que ganhei em concurso que foram uma antologia, “Feira
de Santana seu passado, seu presente e seu futuro” e “Grandes escritores da
Bahia”. Espero aumentar a lista de livros publicados aqui na terra e
completá-la no mundo espiritual com um autor encarnado como Luiz Sérgio. Todas
as vezes que releio os livros de Patrícia ou consulto aleatoriamente “Violetas na
janela”, “A casa do escritor”, “O vôo da gaivota” e “Vivendo no mundo dos
espíritos” tenho certeza que o melhor da vida é a grande viagem de volta. Não
tenho nada o que temer, confio em Deus e em meus estudos. Alçar vôo como a
borboleta livre do casulo e ser tratada do câncer na Pátria Maior seria muito
privilégio e sei que preciso ainda muito dessa universidade da vida na Terra
pra me melhorar. Identifico um medo terrível nos outros quando digo que estou
com câncer, alguns não pronunciam sequer a palavra câncer. A maioria das
pessoas vive no cárcere das emoções, precisam de antidepressivos, de livros de
auto-ajuda, tudo paliativos para uma dor que parece ser aguda e a causa
crônica, vive-se no diagnóstico do pânico à beira de um ataque de nervos.
Doentes com saúde. Vejo o quanto tenho saúde quando percebo o desequilíbrio nos
outros, vejo o quanto a doente é o outro e não eu. O pânico do outro é por
temer a morte mas, o pior do câncer não é a morte. O câncer e a morte são
insignificantes se comparados a pior doença, a pior miséria, a pior desgraça do
ser humano que é o sistema de saúde ou melhor, no que se transformou o sistema
de saúde. Os
médicos, a maioria, tratam de órgãos e não de seres humanosesão incapazes de
enxergar a angústia, as dores, a ansiedade por trás dos sintomas. Mas no mundo
capitalista a doença é vista como um produto. O médico realiza negócios em seus
consultórios. Técnicos em doença perderam completamente a sensibilidade. Tudo
foi estabelecido e eu fui ao hospital São Rafael realizar a consulta com o
radioterapêutica marcada precisamente há 12 dias. Após três horas de
espera para ser chamada para a consulta encontro um médico cara dura, mal
humorado, idoso, estressado que não me cumprimentou, não me recebeu a porta.
Esperava dele carinho, atenção para com a minha doença e para comigo, um
abraço, um aperto de mão, olhar dentro dos olhos, não teve nada disso, apenas
um homem mudo analisando minhas imagens sem me olhar. Falei duas vezes e ele
encerrou a minha fala. Ao final pedi um relatório do que iria ser ministrado em
mim, ele disse que estava cansado, tinha muita coisa pra resolver e depois me
daria. Mas eu bati o pé e disse que só sairia de lá com um relatório. Ele me
fez esperar duas horas. Depois, com o relatório na mão pedi pra cancelar a
consulta e a rádioterapia e marquei nova consulta no Hospital Português. Sempre
digo que câncer não mata, o tratamento dispensado esse sim, é câncer que se
alastra e não tem mais cura.
Chorei fartamente e já em
casa escrevi um texto de desabafo e sem pensar joguei pra todos os meus
contatos de orkut, de e-mail, de comunidade, em meus blogs. Passada a crise de
choro refleti sobre minhas atitudes e me arrependi com o destino que dei as
minhas emoções, ao meu desabafo e a minha crise de afeto. Eu não deveria ter
publicado o desabafo. Pois eu feri os brasileiros, fui grossa e criança e mesmo
assim meus amigos mandaram palavras de conforto, de força e coragem. Dentre os
comentários destaco o de Gláucia Cristina e o que minha filha escreveu, gostei
muito, muito bem escrita pra quem tem apenas 14 anos e quer ser jornalista. Ela
começou assim: “crítica construtiva para Helena Conserva. Adorei teu desabafo
no blog, inclusive quando você narra o que acontece com as pessoas que não
lutam pelos seus direitos e que se conformam com tudo, mesmo estando certas.
Porém, acho que você deveria corrigir os textos antes de publicar, e lembrar
que na França (que por sinal não é sua pátria), também existem problemas
sociais como em qualquer outro país. E tome cuidado ao chamar as “gentes” de
bicho, pois você esta inclusa nesse grupo. E não deixe se tornar ridícula a sua
descrição do Brasil usando termos como: ‘... dos filhos teus é macaco, jumento
e porco’. Assinado: sua filha Monalisa Conserva”. O outro comentário: “Olá
helena, pois é, temos que parar de achar que médico é Deus, porque quando nos
aborrecemos com uma vendedora em uma loja esculhambamos com as coitadas que
recebem ordens de superiores e não temos coragem de fazer o mesmo com os
médicos que recebem seus salário dignos para atender os pacientes. O que falta
na formação acadêmica é uma disciplina de humanização ou os médicos vão
continuar tratando os pacientes como querem... um abraço. Gláucia”
A doença é um excesso, um
trauma, uma expressão de busca de restabelecimento do organismo. No momento da
consulta o médico deve esforçar-se, concentrar-se em ajudar a pessoa a se
sentir mais confortável e mais aliviada de seu sofrimento, de suas
expectativas. O consultório deve ser um espaço de apoio na recuperação de
pacientes oncológicos e também de reestruturação psíquica e somática através da
escuta como ressignificante do adoecimento humano. Mas encontrei um idoso sem
paciência, sem olhar nos olhos, sem estabelecer diálogo e ainda grosseiro. Eu
não sou uma coleção de sintomas, sinais, distúrbios funcionais, órgãos lesados
e perturbações emocionais, sou uma criatura humana temerosa e esperançosa,
procurando alívio, auxílio e segurança. Não quero ser tratada com grosseria.
Exijo que me tratem bem. Não sou mendiga de cuidados médicos me sujeitando às
humilhações e grosserias porque preciso. O mal prolifera porque existem os
bonzinhos, mendigos dos cuidados médicos que se omitem por timidez e medo. Eu
exijo. Não estou mendigando favores é direito meu. Precisamos vencer o câncer,
o despreparo e o descaso dos médicos e das pessoas que cuidam de nós enquanto
doentes e a pressão da sociedade então, é uma guerra e não é a toa que dizem
que somos guerreiras. Na indústria do câncer não existe paciente/paciente,
todas nós somos clientes, então de um lado está o cliente acreditando que possa
existir laços de amizade entre o médico e ele. A maioria dos médicos atura o
cliente/paciente porque infelizmente depende dele para ganhar o seu, portanto
ter que ouvir nossas queixas é terrível mas, depois ele vai espairecer nos
Estados Unidos.
“Um médico mercenário é
mais assustador que um animal enfurecido; o animal pode ferir nosso corpo, mas
um médico mercenário pode ferir nossa alma”. Helena Conserva
Em 2006 precisei de um
cirurgião plástico para reconstruir meu seio e pôr silicone no seio contra
lateral. Esse processo que iniciou em 2006 teria terminado em 2007 se o médico
não planejasse me explorar pra receber do meu plano de saúde. Segundo advogadas
que me orientaram isso é crime podendo chegar às raias de lesão corporal grave
dolosa. O médico logo na segunda consulta perguntou se eu trabalhava no Banco
do Brasil, perguntou por meu marido porque fui só. Ingressamos com processos o
CRM – Conselho Regional de Medicina, no Ministério Público e no Juizado Civil.
Esse médico realizou vários procedimentos cirúrgicos sempre trocando um
silicone que ficou pequeno por outro também pequeno propositadamente. A Cassi
enviou relatório do ano de 2008 informando que o médico recebeu dez mil reais,
sem contar com o que recebeu nos anos anteriores. Final de 2008 ele foi passear
nos Estados Unidos. Os procedimentos para troca de silicone sempre eram
acompanhados de vários outros procedimentos menores que ele deixava por fazer.
A primeira medida foi pedir cópia do meu prontuário no Hospital pois, tenho
prova documentada e carimbada de tudo o que reclamo, e cópia da minha pasta no
arquivo do juizado civil. Ele me expos aos riscos da anestesia geral e às
infecções hospitalares sem falar no desgaste emocional, físico e econômico. De
2006 até 2008 foram realizados cinco procedimentos cirúrgicos entrando no sexto
que, foi marcado e desmarcado por três vezes em razão da minha insegurança. Por
três vezes cheguei a realizar os exames pré-cirúrgicos e no hora H, desistia.
Pois, ele disse que o sexto procedimento seria no ambulatório com anestesia
local depois, mudou radicalmente pra anestesia geral com mais dois
procedimentos que seria a suspensão da prótese que segundo ele estava arriada e
a correção do mamilo que ele propositadamente fez um maior do que o outro para
poder receber do plano por mais um procedimento. A irritação e o estresse da
situação a que ele vinha me submetendo me levou a analisar criteriosamente seus
atos e ter a certeza de que estava sendo usada de uma maneira desonesta,
mesquinha e covarde.
A cada cirurgia além da
rotina cansativa dos exames pré-cirurgicos, pré-anestésicos, o constrangimento
da perícia na sede da Cassi (Plano de saúde) em Salvador, também teria de me
dirigir até o juizado para entrar com uma petição pois, se consegui todas as
trocas de silicone que ele propositalmente prescreveu foi por força de liminar.
Situação muito estressante. Diversas vezes fui ao juizado mover ações contra a
Cassi que se negava a autorizar as trocas de silicones que ele solicitava. As
audiências de conciliação, instrução e julgamento, muitas vezes o sistema da
internet não respondia, estava “fora do ar”, como se diz, e eu tive que
retornar no outro dia para a audiência ou em outra ocasião, tortura para mim.
Noutras eu estava no pós-operatório tendo de pagar táxi pra me levar ou levar a
justificativa da minha falta. Foram cinco cirurgias e cinco processos. Após
cada cirurgia os remédios prescritos eram caríssimos como o Clexane, 4 ampolas
custa R$ 130,00 e o Cipro que custar R$ 80,00 apenas seis comprimidos. Algumas
vezes amigos chegaram a insinuar que os médicos, alguns se aproveitavam da
situação porque a Cassi paga um pouco mais, mas, a minha fragilidade por conta
da doença me impedia de estabelecer conexão com o óbvio. Eu não cogitava dessa
possibilidade em hipótese alguma, pois eu acreditava nele cegamente.
Na primeira cirurgia em setembro de 2006, ele colocou um
silicone bem menor, muito menor do que o seio reconstruído. Eu fiquei
muitíssimo infeliz ao me vê naquela situação constrangedora e humilhante pois,
ainda tinha que me expor para os residentes. Ele disse com muita simplicidade:
“foi você que escolheu a prótese pequena Helena”. E colocou isso em um
relatório, (tenho provas de tudo o que afirmo e que esse processo tem 180
folhas), depois completou: “daqui a seis meses a gente troca esse silicone”.
Ele falava com tanta simplicidade como que me propusesse a troca de uma peça de
vestiário. Quanto à escolha da prótese ter sido minha ou não, já não adiantava
questionar, eu iria passar seis meses naquela situação e depois enfrentar outra
cirurgia. Muito embora eu não me lembre em momento algum de ter escolhido
silicone, muito menos pequeno demais. Isso nunca ocorreu, fazia parte dos
planos dele para uma segunda cirurgia. Essas palavras ele pôs na minha boca.
Ele repetia incessantemente diante de todos que foi eu quem escolheu o silicone
pequeno. Parecia que queria me convencer de que o erro foi meu. Mesmo que eu
tivesse feito a escolha do silicone pequeno, segundo a Portaria do Ministério
da Saúde sobre os direitos do paciente ele agiu erradamente pois, segundo os
Arts. 46, 48, 56, 59, 70 dessa portaria; teria o médico solicitado que paciente
ou seu responsável desse o consentimento por escrito. Ainda a mesma portaria diz
que ele deveria me esclarecer quanto ao possível erro da minha escolha. Isso
deixa bem evidente a intenção do médico.
Então em outubro de 2007 houve a segunda cirurgia agora
para a troca do silicone por uma prótese ajustável e permanente mas, ele mudou
os planos sem me consultar e trocou por uma prótese expansiva que em seguida
teria de trocar por outra definitiva. De 15 em 15 dias eu comparecia ao
hospital para colocar 60 ml de soro no silicone até atingir o tamanho desejado.
Ao todo foram seis viagens. A terceira cirurgia ocorreu no dia 16 de outubro de
2007 e foram realizados, também outros procedimentos como: correção de
assimetria mamária, correção de cicatriz abdominal com retalho e correção de
cicatriz em mama. Na ocasião ele solicitou cinco tamanhos diferentes de
prótese, duas a mais e duas a menos para que nada desse errado. Esse cuidado
foi dele para camuflar mais uma vez as suas intenções perversas e criminosas. A
situação foi desesperadora para mim quando retirou o curativo no consultório e
eu voltei pra casa com o seio novamente pequeno. Desespero, revolta. Na próxima
semana quando fui novamente fazer o curativo eu perguntei: e agora doutor? Ele
disse muito calmo: “faremos uma lipoaspiração e completaremos com gordura e o
seio ficará do tamanho do outro Helena”. Ele tinha as soluções prontas porque
tudo foi premeditado. Mas, eu disse, “a Cassi não paga a lipoaspiração e eu não
disponho de recursos para isso”, ele disse: “nós colocamos outro número de
protocolo”. Entendi que ele ia fazer um procedimento e solicitar outro. Então
foi assim que sucedeu e marcamos o novo procedimento, a quarta cirurgia . Nesse
dia ele disse que eu tinha uma gordura localizada entre as coxas, eu disse que
não tinha e resolvemos conferir e ali, nós dois decidimos que seria bom retirar
a gordura do quadril e eu insisti que ele visualizasse muito bem o local para
que nada saísse errado, ele disse que eu teria que ficar nua pra ele me marcar
no dia da cirurgia e já sai de lá naquela ocasião com os relatórios: um pra
perícia e outro pro juiz (estão em anexos), com as solicitações dos exames
pré-cirúrgicos e guia de internamento e tal e tal. No dia marcado 8 de
fevereiro de 2008, ele foi ao meu apartamento e marcou o local como disse que
faria mas, não retirou a gordura de onde marcou, retirou de um local um pouco
abaixo ficando esteticamente feio. Tive vontade de morrer mas, pior seria um
peito grande e outro pequeno. Tratei de me conformar.
A gordura que ele colocou no seio sumiu em alguns dias e
meu seio ficou além de pequeno, murcho. (Não vou falar do meu desespero). Ele
decidiu que trocaríamos de prótese mais uma vez e marcamos o novo procedimento
para 5 de setembro de 2008, e na ocasião já saí de lá com os relatórios: um pra
perícia e outro pro juiz, com as solicitações dos exames pré-cirúrgicos e guia
de internamento e tal e tal. A quinta cirurgia. Dessa vez ele colocou a
prótese ajustável e permanente de Becner 35 da Menthor, que ele deveria ter
feito desde o início, ainda me disse: “essa prótese chegou ao Brasil ontem, e ontem
eu a conheci em um congresso aqui em Salvador”. Pesquisei na internet e
constatei que há mais de 12 anos as próteses de Becner 35 da Menthor são
comercializadas aqui no Brasil . De 15 em 15 dias eu me dirigia ao hospital pra
pôr o soro na prótese, (todo processo novamente) até adquirir o tamanho
almejado totalizando 6 viagens, com a diferença que não trocaria mais a
prótese, ela é permanente apenas, sob anestesia local ele retiraria a válvula.
Esse procedimento, já citado no início, foi marcado por 3 vezes. Ele disse que
a anestesia seria local, no ambulatório, depois disse que seria geral, no
centro cirúrgico porque, além da retirada da válvula ele também suspenderia o
silicone e faria a assimetria de um dos mamilos que propositadamente ele fez um
maior do que o outro para poder receber do plano por mais um procedimento.
Durante este tempo que andei
pra o São Rafael nas mãos do Médico Monstro ocorreu comigo vários incidentes
para os quais redigi registros em forma de queixas para o sac. do hospital (vide
anexos), (que nunca houve retorno), e em outras oportunidades publiquei relato
nos jornais com os quais contribuo (vide anexos). Nessas ocasiões eu estava em
um estado de nervos à flor da pele. O tratamento que não tinha fim, os
resultados nunca eram os esperados. Passei por situações inimagináveis. Por
duas vezes compareci ao hospital pra cirurgias que não ocorreram por
negligência não minha e sim dele. O estresse da situação que ele me colocou
deixou-me extremamente explosiva. Pois ninguém poderia falar mal do Dr. que era
a minha esperança de tudo acabar bem mas, o meu restabelecimento não ocorria
nunca. A convivência passiva só existia com o Dr. Francisco que, pra mim era
como se fosse um Deus, eu o venerava, via nele a minha cura, a minha vida de volta
e agradecia a Deus por ele existir e querer cuidar e mim. O meu subconsciente
comprometido pelo emocional entendia que ele queria o melhor pra mim, dessa
forma eu enviava torpedos para o celular dele dizendo que o adorava, que Deus o
protegesse, que sabia que ele queria o melhor pra mim. Em outra ocasião
publiquei um texto elogiando-o em um dos jornais para o qual escrevo. Tinha
medo que ele desistisse de cuidar de mim porque as coisas não davam certo e eu
imaginava que, a culpa fosse minha, do meu organismo que não correspondia às
expectativas, jamais imaginei que fosse manobras dele pra explorar meu plano de
saúde. Estou requerendo na Justiça a reparação do meu direito e a apuração da
culpa ante a lesão indiscutível ao meu direito individual, à minha integridade
física, que com culpa do agente causador, tive como conseqüência os danos
materiais e morais, com a dor física e a diminuição da minha auto-estima por
conta dos transtornos que me sucederam por culpa do agente. Se não houver um
retorno favorável ainda posso processar o hospital como responsável pelo quadro
de funcionário. È Lei, posso processar o Estado da Bahia e ir até mais adiante.
Vou enviar um exemplar desses escritos para o médico, ele é muito corajoso não
vai ficar intimidado não. Há ainda, revelações muito mais comprometedoras que
serão feitas nos dias das nossas audiências porque os processos correm no
âmbito criminal, civil, no Ministério Público e depois, de quebra, ainda tem a
indenização pecuniária na justiça comum. Contrate um advogado doutor, um muito
bom, confie nele como eu confiei a você a minha saúde, e esse advogado poderá
fazer manobras com você, como você fez comigo. Como você não entende de leis,
como eu não entendo de medicina, só Deus pra ter piedade de você como teve de mim.
De todas as maneiras doutor você se comprometeu com a Lei dos homens e o que é
pior, com a Lei de Deus. Quando avistar uma pessoa com um aleijo bem triste,
tenha certeza que não é castigo, Deus não castiga, apenas dá a chance da
criatura depurar seus erros em um corpo deformado porque a vida não acaba no
túmulo, transcendemos a tudo isso, e a pior notícia doutor é que somos eternos
e herdeiros das nossas ações. Tenho certeza que eu não fui a primeira vítima
sua, serei a última.
Vamos analisar o processo e
averiguar que tudo anda na contramão. Se não temos um plano de saúde morremos
mais rápido porque com o médico não se pode contar, com o SUS também não. Se
tivermos um plano de saúde bom, o médico se aproveita dele pra ganhar. Por
outro lado os planos de saúde são só de saúde. Na hora que adoecemos eles negam
assistência porque eles são de saúde e ainda tem o agravante que não entendo
muito bem, parece que há um acerto dos planos de saúde com os médico em relação
à solicitação de exames que eles se recusam a solicitar, não estou bem interada
mas vou pesquisar. De quebra ainda temos a indústria farmacêutica, as
revelações são bombásticas mas, não sou eu quem afirma, apenas eu vou da um
Ctrl C e depois um Ctrl V, que quer dizer, copiar colar. Está tudo na internet.
Abra o Google e ponha a seguinte frase: “É promiscua a relação entre médicos e
a indústria farmacêutica”. Basta isso. “Muitos médicos se transformam em
garotos-propaganda dos laboratórios”. A afirmação é do médico corregedor Roberto
d’Ávila CFM/SC, publicada na Folha de São Paulo, 29.08.05. Veja que tudo
ocorreu em 2005, digamos que hoje em dia não há mais essa prática mas, nada
impede de ficarmos sabendo. A população precisa saber que “um quarto do valor
pago pelos medicamentos prescritos são retornados em parte para os médicos na
forma de brindes, refeições, hospitalidade e campanhas promocionais. O controle
da fidelidade do médico é feito através das farmácias que ficam com a
prescrição e enviam cópia para os laboratórios em troca a farmácia ganha brinde
ou dinheiro. E assim os brasileiros são notícias nos jornais internacionais
como da secular revista médica inglesa, British Medical Journal, que compara as
atitudes dos médicos brasileiros com aquela entre predadores (médicos e
industria farmacêutica) e presa (paciente), caracterizando uma relação
predominantemente comercial. Esta atitude enviesada para o contexto da saúde
humana deixa cicatrizes em todos os lados. Esse é um contexto tipicamente de
países onde a educação ainda não é prioridade nem de qualidade pra todos.
Funciona assim, o médico recebe bônus, sob a forma de viagens para eventos de
suas especialidades, graças ao seu compromisso de prescrever medicações de um
determinado laboratório, produtos mais caros em condições que se configuravam como
corrupção. Mais grave ainda era o fato de que havia uma negociação aberta entre
o médico e a indústria, na troca das passagens. O acúmulo de créditos servia
para outra viagem, em época de conveniência do médico, para um destino
diferente do proposto inicialmente, que tinha uma causa nobre: A educação
continuada do médico. Ainda havia os que trocavam a viagem pelo equivalente em
moeda corrente. Só alguns poucos faziam a viagem conforme havia sido programada
inicialmente”. Denuncie ao Conselho Regional de Medicina do seu estado. Não se
omita. Pior que câncer de mama é quem se omite. O caso é bem mais sério do que
pensamos. Necessitamos, nós mulheres ficarmos muito atentas às manobras.
Vejamos: Entrou em vigor ontem a lei 11.664, de 2008, que garante às mulheres
com mais de 40 anos o direito de realizar mamografia gratuitamente pelo Sistema
Único de Saúde (SUS). Essa é a Lei, mas para fazer o exame tem que ter uma
prescrição médica e aí é que se encontra o embate. Uma mulher na comunidade
disse que aqui em Feira de Santana procurou o médico pra prescrever o tal exame
e o mesmo disse que ela não tinha indicação, que a indicação era um caroço. Tá
certo, o médico não tem interesse em prevenir. Então para quê a Lei? O que
nesse caso deve ser feito? Deve se procurar o juizado civil com a cópia da lei,
que pode ser impressa no computador, xérox do CPF e RG e comprovante de
residência, endereço da clínica, nome numero da inscrição no CRM do médico. Lá
no juizado os funcionários escrevem o comunicado com base no seu relato. Melhor
mesmo é aposentar o MSN e usar a internet como ferramenta de pesquisa e estudo.
O tratamento de câncer deveria ser individual mas, há um esquema que a maioria
das mulheres são sujeitas a ele. Eu chamo “kit câncer de mama para mulheres
desinformadas” que é: é: 5mastectomia radical, esvaziamento axilar,
quimioterapia e radioterapia. Mas eu li bastante e descobri que poderia fazer
primeiro a quimio para inibir o tumor e fazer uma mastectomia menos agressiva.
Iniciamos imediatamente a quimioterapia e eu continuei lendo e descobrindo mais
coisas, descobri que poderia ser feito a biópsia do linfonodo sentinela, mas
era tarde pra esse procedimento que não faz parte do kit porque não pode ser
realizado em clínicas particulares. Depois descobri que a radioterapia deveria
ter sido ministrada primeira porque ela pode queimar o braço e desencadear o
linfedema (os médicos não perdem tempo falando do linfedema porque não tem
tratamento e assim não é interessante pois não irão lucrar), e se não queimou a
minha axila foi porque a máquina da Clínica estava velha, de nada valeu aquele
tratamento, tanto é que ela agora foi extinta, aliás valia um belo processo
mas, aqui é tão razoavelmente pobre que não tem como investigar então o
processo não procede. O correto seria tratar as duas mamas, mas como eles
dizem: não há indicação para a segunda, interessante é ter depois câncer na
outra mama e voltar à clínica pra nova investida. Comigo foi diferente eu
apenas exigi encaminhamento pra tratar as duas mamas. Decidi também fazer todos
os procedimentos de uma só vez. Até que o médico me orientou a profilática
(quer dizer prevenção), com implante de silicone na outra mama. Ele me poupou
horas de leitura em frente ao computador. A medicina foi contagiada pelas leis
de mercado. A descrença leva os pacientes a procurar um diagnóstico e um
tratamento seguro pela internet. Muitas vezes compareci a clínica já sabendo
que tratamento deveria propor ao médico para ser ministrado em mim. São esses
os conflitos do mundo moderno. Visitei vários consultórios para encontrar o
melhor cirurgião. Alguns não faziam meu tratamento todo de uma vez, como eu
queria, os que faziam eu não senti confiança e o que eu senti, me enganou mesmo
com toda leitura, com todo cuidado e com todas as exigências minhas. Fiz toda
essa busca e encontrei um cirurgião monstro, imagine quem pega o primeiro que
aparece. O médico que escolhi depois de exaustiva busca foi o pior que alguém
pode encontrar. Numa doçura, num carinho, um zelo fora do comum. Muito gentil
ele calculou direitinho como me enganar, me explorar à custa de várias
cirurgias uma atrás da outra e depois foi passear nos Estados Unidos. “Conhecer o currículo do
profissional é importante. Antes mesmo de ir à primeira
consulta, você pode ter mais informações sobre o médico fazendo uma pesquisa
sobre o seu currículo na internet. Verifique se o médico está credenciado para
desempenhar a função. Para isso, descubra se ele fez residência médica, se tem
título de especialista e se está registrado no Conselho Regional de Medicina
(CRM) de seu estado”, aconselha Maria Del Pilar Estevez, oncologista e
coordenadora do Ambulatório de Oncologia Clínica do Instituto do Câncer do
Estado de São Paulo. “Pelo CRM é possível, ainda, checar se o médico é ou foi
alvo de processos judiciais por erro médico ou má conduta ética, acrescenta a
especialista. Isso não é feio, não é ilegal”. Mas continuando o descaso. O “kit
câncer de mama para mulheres desinformadas”, prossegui após a cirurgia. Após a
cirurgia deveria ter sido encaminhada pra fisioterapia e para a drenagem
linfática, não fui. Soube nas comunidades de câncer em contato com pessoas que
fizeram o tratamento em São Paulo e tiveram essa orientação. Disse ao
oncologista/mastologista: você esqueceu de me encaminhar pra fisioterapia e pra
drenagem linfática. Ele encaminhou através de prescrição. Também disse que
estava muito insegura quanto ao tratamento. Ele disse: “vou então te encaminhar
para a psicóloga aqui da clínica”. Marquei, compareci e a tal psicóloga apenas
me olhava. Quando eu cheguei estava muda, quando eu saí ficou calada. A Rede
Globo exibia, na época uma novela que uma cliente procurava um psicólogo e na
consulta ambos ficavam calados o tempo todo, ficção. Vai vê que ela pegou a
deixa. Interpretei que paciente é mesmo cliente e enquanto paciente não temos
valor. Fui embora e não voltei mais. O oncologista/mastologista ministra o
tamoxifeno e na própria clínica recebemos o remédio e em casa tomamos um por
dia. Essa é a orientação. A clínica compra o genérico, agora se o plano paga o
valor do tradicional, não sei. As minhas amigas das comunidades de câncer que
fazem tratamento em São Paulo, algumas pelo SUS disseram-me que o
oncologista/mastologista que tem responsabilidade tem também consciência da
necessidade do controle dos efeitos colaterais do tamoxifeno e a cada seis
meses elas vão ao oculista e ao ginecologista. Nunca fui orientada para isso,
faço por conta própria. Uma amiga na comunidade de câncer me disse que o médico
dela também não indicou nada, nenhum acompanhamento, mas ela teve hiperplasia
endometrial, com o útero crescido, com volume de 300cc, e já vinha com um leve
sangramento que tinha aparecido que evoluiu para uma hemorragia, ficou anêmica
e por fim teve que fazer uma histerectomia, tirando útero, trompas e ovários. A
médica afirma que o problema foi causado mesmo pelo tamoxifeno. Os critérios
para utilização do tamoxifeno são indicados através de uma avaliação
imunoistoquímica. Vale ressaltar que há mulheres que nada sentem. Eu recebo mas
não uso porque não confio. Pra mim ele é um protocolo da indústria farmacêutica
pra ganhar em cima do “vosso’ medo da morte, dou a minha mãe que confia e usa e
morre de medo de morrer (Elbert Hubbard diz: Não leve a vida muito a sério,
você nunca sairá vivo dela). Uma caixa custa 85,00 reais, ela disse que a
primeira vez que foi pegar o tamoxifeno gratuito no hospital em Recife, a fila
atravessava o corredor, adentrava no pátio, descia pelo jardim e dava a volta
no quarteirão, ela disse: “se eu pudesse vendia, mas como não posso vender
também, não quero pegar essa fila pra ganhar, prefiro comprar”. È muito
dinheiro todo mês que a indústria farmacêutica arrecada com a indústria do
câncer. Dizem que “a verdade de hoje é a mentira de amanhã”. Daqui há alguns
anos os noticiários dirão que o tamoxifeno não faz efeito nenhum sobre o que se
supunha. Recebo três caixa por vez, vou quatro vezes a clínica por ano, minhas
amigas vão doze, recebem uma por ano e perguntam como eu consegui, eu digo que,
expliquei ao juiz por escrito os motivos e ele achou justo e deu a ordem para o
plano de saúde. Então fui falar com o mastologista/oncologista sobre quando
começaríamos os exames de acompanhamento e ele disse que há dez anos não se faz
mais acompanhamento, a indicação é dor, se tiver dor então ele averigua.
Qualquer pessoa poderá ler nos sites sobre câncer de mama sobre a importância
do acompanhamento do paciente oncológico. Mas como cresce os casos de câncer em
mulheres e cada médico tem no mínimo uma mãe, uma mulher e uma filha é bem provável
que ele venha violar esse protocolo me breve. Ainda acrescentou que é muita
despesa para os convênios porque é grande o número de mulheres com câncer.
Pensei que eu já tivesse ouvido de tudo nessa vida mais, faltava isso. Fiquem
atentas ao acompanhamento, ele é imprescindível. Se o médico não realizar o
acompanhamento ele sabe que estará agindo errado mas, tem cobertura. È o
protocolo da medicina que orienta que, os exames só serão requisitados se
houver dor, então minta. Foi assim que fiz. Ele prescreveu a cintilografia
depois que eu menti que estava com dores na coluna lombar aí descobriu-se uma
alteração na Cervical que estou tratando. Se até o momento evoluiu sem dor, até
que eu fosse sentir dor já teria invadido outros órgãos. Então veja que tudo
está contra nós, não dá pra ficar em casa pensando na doença ou se lamentando
da sorte, é a tal coisa: se correr o bicho pega e se ficar ele come. Temos que
ler e averiguar os procedimentos que o médico vem realizando sempre pesquisando
na internet em sites confiáveis como: Oncoguia, Mamainfo, Abrale,
Medicinacomplementar. Põe www antes e ponto com ponto br depois. A minha mãe
também teve câncer e a sua médica em Recife, Dra. Carla Limeira, faz o
acompanhamento direitinho. São eles: raios-X do tórax, mamografia digital e
ultra-som, mamografia, abdome total, cintilografia, colposcopia e citologia
oncótica, endoscopia digital, ultra-som da tireóide e exames laboratoriais. Os
médicos agora são orientados a informar a cliente/paciente que os exames de
acompanhamento não são necessários. (a paciente que deseja saber o porquê, pois
muitas se conformam apenas com um “não é necessário”) Temos direito a realizar
os exames sim, a cada seis meses e se o médico se negar, dirijam-se a
Defensoria Pública, somente assim, médicos, hospitais e planos de saúde
aprendem que não somos “gados de engorda em seus pastos”. Onde já se viu não
fazer acompanhamento. Realizei acompanhamento com Dr. Ézio Novaes Dias em
Salvador e o oncologista daqui, geralmente eu mantinha pra no caso de precisar
de requisições, de relatórios etc. Para encerrar apenas um episódio: Ontem ouvi
a história de uma senhora que procurou um determinado médico depois que sentiu
um caroço no seu seio. O médico apalpou o seio e disse: “a senhora esta com um
tumor maligno e em estágio avançado. Terá que se submeter à mamotomia. Esse
exame o SUS não cobre, plano nenhum cobre, custa 1500,00 e só é realizado aqui
nessa clínica e comigo”. (Mamotomia ou biópsia percutânea é um método mais
atual que substitui a punção). O médico detectou que era maligno sem fazer
exame laboratorial. A mulher foi tomada por um choque. À pressão subiu e ela
passou mal. “Talvez morrer naquele momento fosse a minha salvação”, ela disse.
Mas graças a Deus ela não morreu e eu indiquei que procurasse outra clínica e
me disse, por telefone, que no mesmo dia foi realizado o exame de “Punção
aspirativa. Por esse exame ela não pagou absolutamente nada.
Esse é o procedimento correto e não, ser desumano ao ponto de sem nenhum exame dizer que a mulher esta com câncer maligno e o que é pior, se aproveitar da situação dizendo que o exame custa mil e quinhentos reais. É lamentável essa situação. Acho linda essa frase: “Não quero prolongar a minha vida mas, fazer dessa breve existência uma experiência inesquecível”. (Autor desconhecido) kkkkkk impossível depois de tudo que passei entregue aos descasos da medicina baiana. Mas não exagero quando digo que não lhes narrei tudo, há episódios tantos outros, por exemplo, não falei que no Hospital São Rafael o técnico em enfermagem me amarrou durante a noite, do sangue que de Maria da Conceição incompatível com o meu, seria ministrado em mim, se não peço para averiguar o nome. Da enfermeira da plástica do São Rafael que mandou eu me retirar da maca com os pontos em aberto. São episódios e episódios. Se não fosse esses episódios médicos jamais iria embora da terra da heroína do 2 de julho. Vou mas de tempos em tempos voltarei pra encontrar o predador nas audiências, afinal são muitos os processos. Eu me considero uma heroína também. Sou domadora de câncer. Retorno pra minha terra bem melhor do que quando aqui cheguei. Porém, os amigos que conquistei aqui em Feira de Santana e em Salvador jamais esquecerei. Cada um deu sua parcela de contribuição para o meu crescimento e realização. Lembro-me das edições do Jornal Interação, que tentava fazer uma interação entre o movimento espírita de Feira de Santana, só foi possível com a ajuda dos feirenses. Na época recebi uma mensagem dizendo que precisávamos orar e persistir pra o jornal ser fortalecido porque toda divulgação da Doutrina há uma gleba de espíritos trabalhando em prol da sua não realização e eu não soube persistir, havia uma energia negativa que apesar de ser corrigido inúmeras vezes o jornal saia abarrotado de erros e já as vésperas dessa minha viagem encontro um amigo no Centro espírita Jesus de Nazaré que relembra o jornal e diz que, vai destinar uma verba pra colocarmos ele em circulação de novo. Pena que vou embora, ele não sabia. Mas, nada é por acaso. Fica no ar a sua proposta irmão Lauritz e a minha felicidade e realização quem sabe no Plano Maior hem! Como crescer sem ajuda dos feirenses. Quando da criação da Biblioteca Espírita Joanna de Angelis, um homem que conheci fazia alguns dias, me disse que doaria os livros pra uma biblioteca na cidade e eu que também não conhecia Mariinha Pina, Presidente da ARE naquela oportunidade, compartilhei com ela e a mesma compartilhou a idéia com mais um grupo pequeno de pessoas e nasceu a Biblioteca que Iara ganhou de presente pro seu aperfeiçoamento. Nossa como a Lei é perfeita, ela é DEUS. As próteses mamárias que eu e Josefa fabricamos com a força de Betânia e doamos e que agora passará para as mãos de Ester Aires e Liz, também nasceram de ajuda do povo baiano. Não lembro como fiquei sabendo que no Hospital Aristides Maltez fabricava-se prótese e doação. Fiz uma ligação telefônica e em poucas horas estava eu na capital com as gentis senhora responsáveis pelo GAMMA (Grupo de Apoio a Mulheres Mastectomizadas) Hidelgard, Irma, Norma, Suely e Glória a me ensinar a confeccionar sem me conhecer. O polietileno, por ser difícil a aquisição, seria o impasse pra concretizar o sonho então escrevi mensagens para os membros da comunidade das Braskem e na manhã seguinte sem que ninguém me conhecesse, senhor Daniel Garrido e Manuella Jones me ligaram pra que eu fosse pegar dez quilos do polietileno na Polynor no Tomba, a até hoje seu Nelson doa o polietileno para as próteses juntamente com seu Alberto proprietário da Montey Plastic que Ubirajara por amizade conseguiu. Eventos maravilhosos que contribuiram para o crescimento individual e coletivo da pessoa humana. Mas sem sombra de dúvida o vento mais favorável nesses 18 anos de Bahia foi o convite de Evandro Presidente do Grupo de Fraternidade Alta de Souza para integrara a equipe. Pedi para participar como visitante de uma reunião e no dia ele me fez o convite. Uma terra tão boa assim como vou embora? Deus sabe tudo, sou apenas uma soldada. Tudo isso só foi possível por causa de Tia Nina, ela que me recebeu aqui na Bahia de braços abertos em 1991. “ai ai Bahia, Bahia que não me sai do pensamento ai ai”.
Esse é o procedimento correto e não, ser desumano ao ponto de sem nenhum exame dizer que a mulher esta com câncer maligno e o que é pior, se aproveitar da situação dizendo que o exame custa mil e quinhentos reais. É lamentável essa situação. Acho linda essa frase: “Não quero prolongar a minha vida mas, fazer dessa breve existência uma experiência inesquecível”. (Autor desconhecido) kkkkkk impossível depois de tudo que passei entregue aos descasos da medicina baiana. Mas não exagero quando digo que não lhes narrei tudo, há episódios tantos outros, por exemplo, não falei que no Hospital São Rafael o técnico em enfermagem me amarrou durante a noite, do sangue que de Maria da Conceição incompatível com o meu, seria ministrado em mim, se não peço para averiguar o nome. Da enfermeira da plástica do São Rafael que mandou eu me retirar da maca com os pontos em aberto. São episódios e episódios. Se não fosse esses episódios médicos jamais iria embora da terra da heroína do 2 de julho. Vou mas de tempos em tempos voltarei pra encontrar o predador nas audiências, afinal são muitos os processos. Eu me considero uma heroína também. Sou domadora de câncer. Retorno pra minha terra bem melhor do que quando aqui cheguei. Porém, os amigos que conquistei aqui em Feira de Santana e em Salvador jamais esquecerei. Cada um deu sua parcela de contribuição para o meu crescimento e realização. Lembro-me das edições do Jornal Interação, que tentava fazer uma interação entre o movimento espírita de Feira de Santana, só foi possível com a ajuda dos feirenses. Na época recebi uma mensagem dizendo que precisávamos orar e persistir pra o jornal ser fortalecido porque toda divulgação da Doutrina há uma gleba de espíritos trabalhando em prol da sua não realização e eu não soube persistir, havia uma energia negativa que apesar de ser corrigido inúmeras vezes o jornal saia abarrotado de erros e já as vésperas dessa minha viagem encontro um amigo no Centro espírita Jesus de Nazaré que relembra o jornal e diz que, vai destinar uma verba pra colocarmos ele em circulação de novo. Pena que vou embora, ele não sabia. Mas, nada é por acaso. Fica no ar a sua proposta irmão Lauritz e a minha felicidade e realização quem sabe no Plano Maior hem! Como crescer sem ajuda dos feirenses. Quando da criação da Biblioteca Espírita Joanna de Angelis, um homem que conheci fazia alguns dias, me disse que doaria os livros pra uma biblioteca na cidade e eu que também não conhecia Mariinha Pina, Presidente da ARE naquela oportunidade, compartilhei com ela e a mesma compartilhou a idéia com mais um grupo pequeno de pessoas e nasceu a Biblioteca que Iara ganhou de presente pro seu aperfeiçoamento. Nossa como a Lei é perfeita, ela é DEUS. As próteses mamárias que eu e Josefa fabricamos com a força de Betânia e doamos e que agora passará para as mãos de Ester Aires e Liz, também nasceram de ajuda do povo baiano. Não lembro como fiquei sabendo que no Hospital Aristides Maltez fabricava-se prótese e doação. Fiz uma ligação telefônica e em poucas horas estava eu na capital com as gentis senhora responsáveis pelo GAMMA (Grupo de Apoio a Mulheres Mastectomizadas) Hidelgard, Irma, Norma, Suely e Glória a me ensinar a confeccionar sem me conhecer. O polietileno, por ser difícil a aquisição, seria o impasse pra concretizar o sonho então escrevi mensagens para os membros da comunidade das Braskem e na manhã seguinte sem que ninguém me conhecesse, senhor Daniel Garrido e Manuella Jones me ligaram pra que eu fosse pegar dez quilos do polietileno na Polynor no Tomba, a até hoje seu Nelson doa o polietileno para as próteses juntamente com seu Alberto proprietário da Montey Plastic que Ubirajara por amizade conseguiu. Eventos maravilhosos que contribuiram para o crescimento individual e coletivo da pessoa humana. Mas sem sombra de dúvida o vento mais favorável nesses 18 anos de Bahia foi o convite de Evandro Presidente do Grupo de Fraternidade Alta de Souza para integrara a equipe. Pedi para participar como visitante de uma reunião e no dia ele me fez o convite. Uma terra tão boa assim como vou embora? Deus sabe tudo, sou apenas uma soldada. Tudo isso só foi possível por causa de Tia Nina, ela que me recebeu aqui na Bahia de braços abertos em 1991. “ai ai Bahia, Bahia que não me sai do pensamento ai ai”.
Agora a última das hipóteses
que eu citei no início é a morte. Ninguém esta livre e não tenho medo dela. Sou
valente, sou dez mulheres uma por dentro da outra. Tenho medo de meus
familiares me prenderem aqui, por isso quero orientá-los como proceder após meu
desencarne. Li num livro de Luiz Sérgio, não lembro qual, que ele foi visitar
um hospital de crianças desencarnadas e uma delas tremia de frio e soluçava no
cantinho da parede. Ele perguntou ao instrutor por que aquela criança estava
naquela situação e o instrutor disse que ela desencarnou em um acidente e há
dois anos os pais não a esquecem, mantendo viva sua lembrança e choram
diariamente. Durante o repouso do corpo físico (o sono), os pais recebem
orientações para orar e se conformar, pois a atitude deles aprisiona a menina
mas, mergulhados no materialismo eles não escutam as orientações. Então que me
esqueçam, mas orem por mim muito e meus amigos também, nas datas da minha morte
e do meu aniversário. No meu velório nem vela, nem choro, nem falatórios. Orem.
Revezem e façam grupos de orações, não precisa de muitas flores mas, cantem
muitos hinos do movimento espírita, as músicas que falam de Deus, de Roberto
Carlos, cantem em voz alta intercalando com leitura de trechos evangélicos e
que as pessoas por favor não demorem me velando não, cantem, orem e vão embora,
dando espaço para outras que chegarão. Comportem-se, nada de risos nem de piadas
ok?! Li que um irmão desencarnado que repousava no pronto-socorro espiritual
estava recebendo uma transfusão de fluídos graças à esposa que lia trechos
evangélicos, orava e cantava. Ela não sabia o bem que estava proporcionando ao
marido. Aquelas orações e cânticos davam ao doente uma paz interior tão grande
que permitia aos espíritos ajudá-lo. (do livro Chama Eterna de Luiz Sérgio).
Para os médicos que cuidaram de mim deixo a mensagem abaixo e os perdôo pelo
descaso e pelo mal que me causaram.
“Compreendemos o carma como
uma conta corrente das ações que praticamos no Banco deste mundo, onde há
séculos caminhamos endividados, cadastrados no SPC da vida, pela constante
emissão de cheques sem os necessários fundos de bondade, caridade, amor, etc...
Resgatemos nosso débito, limpemos o nosso nome no SPC, emitindo cheques com a
devida provisão de fundos e isso é possível, através da prestação de serviços
de caridade ao próximo, e estejamos convencidos de que, dessa forma, tanto
economizaremos lágrimas, como conquistaremos um bom saldo de felicidade!“Aquele
que muito amou foi perdoado, não aquele que muito sofreu.” O amor é que cobriu,
isto é, resgatou a multidão de pecados, não a punição ou o castigo.
Transformar ações, amando, é alterar nosso carma para melhor, atraindo pessoas e situações harmoniosas para junto da gente. É, em última instância, a nossa indispensável e indelegável reforma íntima!Nós decidimos, nós plantamos e nós colhemos!
Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações. Se queremos mais amor no mundo, criemos mais amor no nosso coração. Se queremos mais tolerância das pessoas, sejamos mais tolerantes. Se queremos mais alegria no mundo, sejamos mais alegres.
Nossa vida não é uma sucessão de coincidências, de acasos, nossa vida é a simples conseqüência de nós mesmos!!! (Nazareo Tourinho – Reformador 1993)
Transformar ações, amando, é alterar nosso carma para melhor, atraindo pessoas e situações harmoniosas para junto da gente. É, em última instância, a nossa indispensável e indelegável reforma íntima!Nós decidimos, nós plantamos e nós colhemos!
Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações. Se queremos mais amor no mundo, criemos mais amor no nosso coração. Se queremos mais tolerância das pessoas, sejamos mais tolerantes. Se queremos mais alegria no mundo, sejamos mais alegres.
Nossa vida não é uma sucessão de coincidências, de acasos, nossa vida é a simples conseqüência de nós mesmos!!! (Nazareo Tourinho – Reformador 1993)
Não quero ser cremada e se em tempo hábil eu não puder decidir e se apresente a oportunidade de eu contribuir com alguma experiência para a cura de qualquer doença, decidam por mim com um sim. Por último, que restará de mim são meus erros, meu gênio forte, minha teimosia, minha rebeldia, então podem enterrar. Esse é meu desejo sincero e não palavras bonitas pra figurar num papel ou nos meus blogs na internet.
Nasceste no lar que precisavas,
Vestiste o corpo físico que merecias,
Moras onde melhor Deus te proporcionou,
de acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes
com as tuas necessidades, nem mais, nem menos,
mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste
espontaneamente para a tua realização.
Teus parentes, amigos são as almas que atraíste,
com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente
sob teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais,
buscas, expulsas, modificas tudo
aquilo que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontade são
a chave de teus atos e atitudes...
São as fontes de atração e repulsão
na tua jornada vivência
Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograma tua meta,
busca o bem e viverás melhor.
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo,
Qualquer Um pode Começar agora e fazer um Novo Fim.
"Chico Xavier"
Obrigada
pelas orações pois à noite, antes de deitar, fico escutando as pessoas pedindo
por mim, muitas vozes eu reconheço outras nem sei quem é. Muita gente nem se
quer me conhece e pede por aquela moça com câncer no Morada das Árvores, outras
pedem pela mulher com câncer conhecida de alguma conhecida dela. Deus abençoe a
todas e todos. Até breve...
Helena
Conserva
Comente:
hconserva@gd.com.br














Olá professora Helena. Gostaria se este livro a Domadora de Câncer, retrata fatos de sua vida real. Achei bem interessante.
ResponderExcluirAtt,
Fernanda
e-mail: fernandacipriano@yahoo.com.br
Meu nome é hoover, minha filha de 18 anos, Tricia foi diagnosticada com herpes há 3 anos. Desde então, passamos de um hospital para o outro. Tentamos todos os tipos de pílulas, mas todos os esforços para se livrar do vírus foram inúteis. As bolhas continuaram a reaparecer após alguns meses. Minha filha estava usando comprimidos de aciclovir 200mg. 2 comprimidos a cada 6 horas e 15g de creme de fusitina. e H5 POT. Permanganato com água a ser aplicado 2x ao dia, mas todos ainda não mostram resultado. Então, eu estava na internet há alguns meses, para procurar outros meios de salvar meu único filho. Só então, me deparei com um comentário sobre o tratamento com ervas dr imoloa e decidi experimentá-lo. entrei em contato com ele e ele preparou algumas ervas e as enviou, juntamente com orientações sobre como usar as ervas através do serviço de correio da DHL. minha filha usou-o como indicado pelo dr imoloa e em menos de 14 dias, minha filha recuperou a saúde. Você deve entrar em contato com o dr imoloa hoje diretamente no endereço de e-mail dele para qualquer tipo de desafio à saúde; doença lúpica, úlcera bucal, câncer de boca, dor no corpo, febre, hepatite ABC, sífilis, diarréia, HIV / AIDS, doença de Huntington, acne nas costas, insuficiência renal crônica, doença de addison, dor crônica, dor de Crohn, fibrose cística, fibromialgia, inflamatória Doença do intestino, doença fúngica das unhas, Doença de Lyme, Doença de Celia, Linfoma, Depressão Maior, Melanoma Maligno, Mania, Melorreostose, Doença de Meniere, Mucopolissacaridose, Esclerose Múltipla, Distrofia Muscular, Artrite Reumatóide, Doença de Alzheimer, doença de parkinson, câncer vaginal, epilepsia Transtornos de Ansiedade, Doença Auto-Imune, Dor nas Costas, Entorse nas Costas, Transtorno Bipolar, Tumor Cerebral, Maligno, Bruxismo, Bulimia, Doença do Disco Cervical, doença cardiovascular, Neoplasias, doença respiratória crônica, distúrbio mental e comportamental, Fibrose Cística, Hipertensão, Diabetes, Asma , Media inflamatório auto-imune artrite ed. doença renal crônica, doença inflamatória articular, impotência, espectro do álcool feta, Transtorno Distímico, Eczema, tuberculose, Síndrome da Fadiga Crônica, constipação, doença inflamatória intestinal. e muitos mais; entre em contato com ele no e-mail drimolaherbalmademedicine@gmail.com./ também no whatssap- + 2347081986098.
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